sexta-feira, dezembro 01, 2006

Estudo equipara comunidades online com vida real

Um estudo conduzido pela USC-Annenberg School Centre for the Digital Future, da americana University of Southern California, descobriu que quase metade dos americanos que freqüentam comunidades virtuais acredita que estas são tão importantes quanto o mundo real.

O estudo revelou que 43% dos usuários entrevistados que fazem parte de comunidades online dão a elas tanta importância quanto dão à comunidade real da qual fazem parte.

Outro dado interessante é que mais de 50% dos membros se conectam às suas comunidades ao menos uma vez ao dia, e definem tais grupos online como lugares onde se trocam pensamentos e idéia ou se trabalham em projetos comuns através de meios eletrônicos de comunicação, como é o caso do email, mensagem instantânea ou fóruns.

A pesquisa, feita em 2.000 lares nos Estados Unidos, apontou que as comunidades online também têm o poder de acelerar atividades sociais, com cerca de 2/3 dos usuários que participam em causas sociais nas quais se envolveram pela primeira vez através da internet, e 43,7% dos usuários vivenciando mais ativismos sociais desde que começaram a interagir virtualmente.

Para Jeffrey I. Cole, diretor do centro, o mundo está presenciando o florescimento da internet como um fenômeno pessoal e social que saberia que ia se tornar. "A internet tem sido fonte de entretenimento, informação e comunicação desde que a web se tornou disponível para o público americano, em 1994. No entanto, agora estamos começando a mensurar o crescimento real e a descobrir novas direções para a internet como uma ferramenta compreensiva que os americanos estão usando para tocar o mundo", declarou.

Hoje, mais de 3/4 dos americanos maiores de 12 anos estão online, com 68% deles acessando a internet de casa, um total 46,9% maior que em 2000. O número de usuários de banda larga nos Estados Unidos também cresceu, dominando atualmente 50% das conexões americanas, o que às vezes é visto com preocupação por alguns pais, que acreditam que os filhos acabam passando muito tempo online.

No entanto, quase 70% dos pais disseram que suas crianças dedicam o tempo certo à internet. O número de blogs também se multiplicou nos últimos três anos. Em 2003, 3,2% dos usuários americanos de internet que mantinham blogs, número que saltou para 7,4% em 2006. O número de americanos que mantém seu próprio site também está bem representado: 12,5%.