Não é surreal, mas sim eletrônico
As discussões levantadas na última aula da semana, desmistificaram um pouco a alma metafórica do ciberespaço, como algo muito diferente daquilo que é metafísico e sobrenatural, como muitos adjetivam pela concetração de informações e fascínio que emana do trânsito liberto e interativo de idéias e pessoas. Através de uma rede coletiva, o ciberespaço, se constroí, na verdade, a partir não de uma mítica, mas, de uma realidade virtualmente técnica.
Cabos de fibra ótica e satélites possibilitam essa conexão e não uma entidade invisível ou coisa parecida, o que não impede que exista essa esfera meio que "mágica", pela maneira de como se propagam essas relações. Ao ler o texto "As estruturas antropológicas do Ciberespaço", escrito pelo profº André Lemos, confesso que fiquei atiçada pelo argumento que coloca o ciberespaço como uma Noosfera, uma rede invisível de consciência humana, que engloba virtualmente o planeta. Ou seja, uma nova camada da Terra. Já o cybionte seria um cérebro planetário formado pelo conjunto de cerebros humanos conectados pela rede. Parece coisa de filme de ficção científica, meio Kubrick demais, talvez - pensei num primero momento. Porém, depois de entender que o real abriga um lado virtual, que não necessariamente é algo surreal, mas sim, eletrônico, lembrei que a conexão é algo de natureza física. Como pensar na rede como um ambiente de presença paralela ou até mesma imaginária? Com tantos dispositivos mecânicos e técnicos... já vi que não dá. A consciência e a inteligência coletiva conferem essa noção abstrata, subjetiva, mas que mediam essas relações e trasformam o ciberespaço num ambiente dinâmico, complexo, interativo e auto-organizante. E isso, não é coisa de cinema.

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