quarta-feira, novembro 01, 2006

Grandão assim ó...

A imensidão do ciberespaço já deu vazão a diversas apologias. O "infomar" de Gilberto Gil, o "mundo paralelo" de Matrix, o "labirinto virtual", o "organismo em rede". A infinitude da web nos transforma em astronautas conectados por uma troca incessante e interativa de informações e inteligências coletivas, sem precisar embarcar num ônibus espacial da Nasa.
O ambiente pós-massivo é amplo, mutável, surpreendente, imprevisível, suceptível a novidades constantes. A diversidade, bem como a interação com essa variedade de experiências virtuais, determinam o sentido "via-lacteo" da coisa. É sem dúvida, um universo que se constrói a cada segundo por uma ação conjunta de códigos, símbolos e pessoas. A sensação permanente de que você conhece pouco, tem muito a experientar e algo a contribuir numa circulação contínua é tão universal, quanto as nossas relações com nós mesmos, a cultura e o meio social.
No ciberespaço, você pode assim, mudar os anéis de Saturno, restabelecer a camada de ozônio que envolve a Terra, reinserir Plutão no sistema, sem necessariamente provocar um big bang. O importante é interagir e circular dentro desse universo, que está muito além da imagem física do computador ou da capacidade de armazenamento de seu HD...