Do meu PC diretamente para o mundo
Estive pensando ultimamente na "troca de consciências para romper o fundo de isolamento". Como a rede pode ser tão complexa e... paradoxal? Ao mesmo tempo em que o ciberespaço permite a confluência de inteligências diversas, a web torna seu usuário, um ser particular dentro da imensidão e multiplicidade de formatos que aglutina. Em outras palavras, estão todos conectados e paradoxalmente, interagindo com identidades específicas nesse universo.
Blogs, vídeos, fotoblogs, orkut, msn, podcasts entre outras coisas mais são ferramentas que proporcionam essa interlocução conjunta de diversas cabeças, pessoas, opiniões e idéias. Pode ser a minha rádio particular, ou o meu álbum de fotos, mas a winkipédia é feita por todos nós. O raciocínio de que estou falando é mais ou menos esse. O compartilhamento é coletivo, trocado, distribuído. Mas há um espaço que se destina a transformar nerds em deuses da cibernética; mocinhas em gatonas; feinhos e feinhas em heróis de desenho animado; malucos em filósofos ou coisa do tipo; os mais populares em detentores de dois ou mais perfis no orkut e por aí vai. Tal lugar reside no valor da imagem, numa esfera meio narcisa de se romper o fundo de isolamento. A rede é assim, multifacetada, coletiva, porém, esta se propaga a partir da articulação dessas individualidades.

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